Dúvidas Frequentes

Os transplantados estão em maior risco ao COVID-19?

Como os transplantados tomam medicamentos imunossupressores, eles têm um risco maior de infecção por vírus como resfriado ou gripe. Para diminuir a chance de contrair o coronavírus que causa o COVID-19, os pacientes transplantados devem seguir as orientações do Centro de Transplante sobre como evitar pegar ou espalhar o vírus e entrar em contato com o profissional de saúde se desenvolverem sintomas do COVID-19.

ATENÇÃO:
Não existem informações específicas sobre a gravidade do COVID-19 em pacientes transplantados em comparação com pessoas saudáveis; no entanto, outros vírus geralmente causam doenças mais graves em pessoas cujo sistema imunológico é baixo, como neste caso dos transplantados.

Um doador vivo está em maior risco de COVID-19?

Não existem informações específicas sobre maiores riscos de COVID-19 em doadores vivos em comparação com a população em geral.

As pessoas que têm apenas um rim, tem maior risco de COVID-19?

Não existe informação específica sobre o risco mais elevado de COVID-19 em pessoas que têm um único rim em comparação com a população em geral.

Como o COVID-19 pode afetar as cirurgias de transplante?

O risco de adquirir o COVID-19 oriundo da doação de órgãos é baixo. Os doadores estão sendo rastreados quanto aos sintomas de COVID-19 e histórico de exposição. Doadores vivos que estiveram em áreas de alto risco ou expostos a alguém diagnosticado ou sendo avaliado por COVID-19, estão sendo orientados a adiar a doação de 14 a 28 dias após o retorno. (Sociedade Americana de Transplante)

Além disso, pede-se aos doadores vivos que não viajem para áreas de alto risco por pelo menos 14 dias antes da doação e que também monitorem os sintomas. Informações sobre viagens recentes e possível exposição, também são solicitadas sobre os doadores falecidos para ajudar a determinar se é seguro usá-los para doação.

Devo considerar um rim de alguém que teve COVID-19?

Você precisará discutir isso com sua equipe de transplante.

Ainda posso ser avaliado para o transplante se tiver tido COVID-19?

Sim, mas sua equipe de saúde precisará informar quando você estará livre da infecção. Além disso, dependendo do seu estado de saúde atual e do impacto do COVID-19 na equipe e nos suprimentos do hospital, seu transplante pode ser adiado. Você deve discutir isso com o seu centro de transplante.

Se eu tiver o COVID-19, isso pode atrasar minha avaliação do transplante?

Sim, se você ou seu doador vivo ainda estiverem infectados.

Como posso encontrar um doador de rim agora?

Doador Falecido:
O processo de distribuição de um órgão doado é amparado legalmente, ocorre de forma segura e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes, do Ministério da Saúde, e pelas Centrais Estaduais de Transplantes. Para que seja feito um transplante com órgãos ou tecidos de um doador falecido, o paciente é inscrito no Cadastro Técnico Único, por meio de um sistema informatizado disponibilizado pelo Ministério da Saúde. Quem realiza a inscrição é a equipe médica de transplante (previamente autorizada pelo Ministério da Saúde), responsável pelo atendimento. Para que um órgão ou tecido doado a partir de uma pessoa falecida seja destinado a determinado paciente, são rigorosamente observados os critérios de seleção, que incluem gravidade, compatibilidade e tempo de espera em lista. Portanto, não há hipótese em haja direcionamento de órgãos provenientes de doadores falecidos sem que seja observado esse fluxo.

Doador Vivo:
A fim de proteger os vulneráveis e garantir a lisura e ética do processo, a legislação determina que a doação em vida só pode ser realizada entre cônjuges ou parentes consanguíneos próximos. No caso de haver intenção de doar por amizade, em que o doador não é parente consanguíneo até quarto grau (ou seja, até primos-irmãos), a lei exige uma avaliação prévia pelas instâncias éticas do hospital e autorização de um juiz.

Fonte: kidney.org – National Kidney Foundation | Blog da Saúde – Ministério da Saúde