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ILHOTAS DE LANGERHANS
As células produtoras de insulina são também conhecidas como Ilhotas de Langerhans. Uma Ilhota é um conjunto de células que se apresenta na forma de uma "esfera" microscópica e encontram-se distribuídas pelo pâncreas, um órgão localizado atrás do estômago. As ilhotas foram primeiramente estudadas e descritas por Paul Langerhans em 1869, daí o nome Ilhotas de Langerhans.
Um pâncreas adulto contém de 700.000 a 1,2 milhão de ilhotas, o que representa de 2 a 3% da massa total do órgão.
O conjunto de células que compõem uma ilhota contém, entre outras, as células alpha, beta e delta. As células beta produzem e liberam a insulina; as células alpha produzem e liberam o hormônio glucagon (responsável por elevar o nível de glicose no sangue); e as células delta produzem a somatostatina, hormônio que acredita-se ser responsável por controlar a quantidade de insulina e glucagon produzidos. Esse delicado e complexo conjunto de células e suas funções são os responsáveis pelo controle dos níveis de açúcar no sangue. Qualquer alteração nesse sistema pode vir a ocasionar a diabetes.
PROCESSO DE ISOLAMENTO DAS ILHOTAS
O isolamento tem início com a preparação do pâncreas doado.

A solução enzimática (digestiva) é injetada no órgão através do aparato de perfusão.

O pâncreas e a solução enzimática são colocados em uma câmara que é agitada, para quebrar o tecido em pedaços menores. A solução enzimática recircula pela câmara várias vezes dissolvendo o tecido lentamente.

O tecido pancreático passa por um filtro resultando no tecido não purificado.

Este tecido é lavado várias vezes, coletado e purificado através de um mecanismo de gradiente de densidade. O tecido purificado será utilizado para o transplante.

O tempo gasto para este procedimento é de aproximadamente 6-10 horas.

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